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segunda-feira, 23 de abril de 2012

Orientadores sociais e Facilitadores


"O Orientador Social é a “alma” do Projovem Adolescente. Desempenha a “função-chave” de facilitar a trajetória de cada jovem e do coletivo juvenil na direção do desenvolvimento pessoal e social, contribuindo para a criação de um ambiente educativo, participativo e democrático.
Cabe ao Orientador Social planejar, organizar e executar as ações socioeducativas, especialmente os encontros de cada coletivo, bem como integrar os demais profissionais da equipe ao planejamento geral do serviço socioeducativo, articulando e integrando todas as ações.
As principais expectativas em relação ao papel do Orientador Social dizem respeito ao modo de atuar com os jovens, o que requer, em suas ações cotidianas, que se faça presente e compromissado nas relações com os jovens, que estabeleça e desenvolva vínculos e que esteja permanentemente disposto a refletir sobre o seu trabalho e a melhorar constantemente o seu desempenho.
O Orientador Social é uma referência fundamental para os jovens, propondo-se como um modelo de identificação, o que aumenta a sua responsabilidade quanto à postura adotada frente aos jovens e frente à vida, que deve ser consistente com os princípios orientadores e dimensões metodológicas do Projovem Adolescente. Abertura ao diálogo, reciprocidade
e compromisso são características fundamentais no acompanhamento das ações e vivências cotidianas. Deve valorizar as potencialidades dos jovens e do coletivo, incentivá-los e mobilizá-los para a participação. Deve, também, contribuir para o fortalecimento dos vínculos, identificando situações-problemas, posicionando-se diante delas e mediando eventuais conflitos.
Ao acolher as manifestações dos jovens, deve proporcionar-lhes a oportunidade de sentir, pensar e agir livremente. A qualidade da relação interpessoal do Orientador Social com os jovens é fator que impulsiona o processo socioeducativo e implica não apenas trazer suas experiências e conhecimentos, mas propiciar que os jovens desenvolvam suas próprias ideias e caminhos de atuação.
O Orientador tem como desafios se apropriar dos temas transversais propostos e desenvolver métodos e técnicas de trabalho criativos e participativos, buscando articulação entre forma e conteúdo, teoria e prática, adequando-os ao perfil dos jovens de cada coletivo e à realidade local. No enfrentamento desses desafios contará com o apoio e a assessoria do profissional de nível superior do CRAS, encarregado de supervisionar a execução do serviço socioeducativo.
 
Os Facilitadores de Oficinas de Convívio por meio do Esporte, Lazer, Arte e Cultura do Projovem Adolescente deverão ter formação específica ou reconhecida atuação nessas áreas. Como o Orientador Social, deverão inteirar-se dos princípios, objetivos e da dinâmica operacional do serviço socioeducativo, pautando suas Oficinas pelas orientações e referenciais metodológicos apresentados neste Traçado Metodológico.
Estes Facilitadores deverão interagir permanentemente com o Orientador Social, de forma a garantir a integração das atividades aos conteúdos e objetivos dos Percursos Socioeducativos, sendo que a programação detalhada das Oficinas deve valorizar as diferentes manifestações corporais (jogos, esportes, danças, ginástica, circo, entre outras) de interesse dos jovens.
As Oficinas são também espaços privilegiados para o reconhecimento das manifestações esportivas e culturais do território, do município e da região. Mais do que conhecê-las, deve-se assegurar aos jovens a possibilidade de vivenciá-las, sendo fundamental dimensionar e organizar oportunidades coletivas e regulares de desenvolvimento de algumas delas, que deverão compor a programação semanal das ações socioeducativas".

Um comentário:

  1. Com essa equipe o papel de supervisão fica bem mais fácil.

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